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Conquista: Mulheres são espancadas, mas negam violência doméstica

Por Reginaldo Spínola
Dois chamados recebidos pela
Polícia Militar no último sábado, 05, representam a ponta do iceberg da
rotineira violência doméstica em nossa sociedade. E não há distinção de cor,
raça, credo ou classe social.
O primeiro chamado ocorreu no
bairro Recreio, após vizinhos ouvirem uma mulher gritar por socorro. A
guarnição chegou rapidamente ao local, escutou os gritos e entrou no imóvel. Os
militares flagraram a suposta vítima acuada pelo marido no box do banheiro,
sangrando e com um corte na cabeça. Naquele instante, ela afirmou que estava
sendo espancada e declarou que não foi a primeira vez, contaram os policiais.
A partir do momento que o Samu
192 chegou para prestar socorro, as atitudes da mulher mudaram. Ela se recusou
a ser atendida e ao chegar na delegacia desmentiu os policiais, dizendo que
havia caído no banheiro. Resultado: o casal foi liberado e saiu juntinho de
volta para casa.
Instantes se passaram até a PM
receber outra ligação. Desta vez no bairro Kadija. Assim como no primeiro caso,
populares informaram que uma mulher pedia socorro. Os militares chegaram no
local e a suposta vítima disse que não estava acontecendo nada. Receosos com um
possível trágico desdobramento, os policiais levaram o casal para delegacia,
onde a mulher, com o olho inchado, disse que apanhou do ex-marido, não do
atual. Mesmo sabendo que ela estava mentindo, a polícia nada pode fazer e o
casal foi liberado. Esses saíram abraçadinhos como um casal de pombinhos.
Infelizmente, o medo de apanhar
mais, da morte, a dependência psicológica e financeira são alguns dos fatores
que escravizam essas mulheres. Se não houver incentivo de familiares e
conhecidos para que essas vítimas denunciem casos de violência doméstica a
polícia irá até uma dessas vítima pela última vez, apenas para realização do
levantamento cadavérico.(Informações e fotos: Blitz Conquista)

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