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Vídeo: Goleiro de 16 anos morre no Paraguai após levar bolada em jogo sem ambulância

Uma tragédia marcou o fim de semana do futebol paraguaio. Na tarde desta sexta-feira, o jovem goleiro Bruno Cañete, de 16 anos, faleceu após receber uma bolada no estômago, em uma partida de um torneio juvenil. O choque ocasionou uma morte súbita por problemas cardíacos, segundo apontou o programa “Cardinal Deportivo”. Cañete atuava pelo Sport Colombia, equipe que atua na Terceira Divisão do Paraguai em nível profissional. O jogo era contra o Cerro Corá e acontecia no estádio Alfonso Colmán, em Fernando de la Mora, cidade do Sport Colombia, que fica no sudoeste paraguaio. Não havia ambulância nem médicos presentes no local.

Veja o momento em que tentaram socorrer o jovem goleiro:

Segundo relatos do pai de Bruno, Christian Cañete, e de pessoas presentes na partida, o socorro demorou 40 minutos para chegar. De acordo com reportagem do canal SNT, há um hospital a quatro quadras do estádio onde o jogo foi realizado. O técnico do Sport Colombia, Alex Quintana, tentou socorrer o atleta. Mas não evitou o falecimento do jovem e criticou a demora para a chegada de ajuda profissional.

– Fizemos até o impossível. Eu e o pai, até o último momento tentamos salvar. É uma situação muito incômoda, foi muito grave. Ele já não respirava. O reanimamos até onde pudemos, com respiração boca a boca, e nenhum profissional de saúde chegou. Estamos a três, quatro minutos do hospital – declarou, em entrevista ao canal SNT.

Quintana revelou que não era a primeira vez que enfrentava um problema parecido. Há um ano, um jovem de sua equipe teve uma fratura, e o local onde disputava a partida não contava com ambulância ou profissionais para socorro imediato. Christian Cañete, pai do jovem, diz que não sabia do problema cardíaco do filho, mas declarou que o clube solicitava exames médicos regulares. No entanto, a doença de Bruno não seria detectada por eletrocardiograma.

Um membro da diretoria do Sport Colombia ouvido pelo canal SNT, que não foi identificado, lamentou a morte do jovem, mas disse que o time não tem recursos para ter um médico em todas as partidas da equipe juvenil.

– É lamentável, um acidente. Não quero minimizar a situação. É muito grave. Mas os dirigentes colocaram a melhor disposição, o melhor que têm. Os pais são admiráveis também. Mas isso apenas alcança algumas necessidades mínimas. Não há condições econômicas para contratar um médico e tudo que se exige. O que posso dizer é que não existe recursos para ter esses profissionais nas categorias inferiores – declarou o dirigente. // G1

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