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Tristeza: “Morreu olhando pra mim”, diz mãe de bebê atropelada por um caminhão. VÍDEO

A mãe da bebê Isabela Arruda Gomes, bebê de 1 ano e 7 meses, que morreu atropelado por um caminhão em Goiânia, afirmou, nesta quarta-feira (20), que pegou a menina ainda viva nos braços. A dona de casa Adriene Gomes Leite, de 27 anos, contou que tentou salvar a filha, puxando o triciclo em que ela estava, mas o veículo já tinha atingido a criança. O motorista afirmou à polícia que o acidente ocorreu porque o câmbio quebrou e o freio parou de funcionar.

“Ela era cheia de vida, o sorriso, o olhar dela. Ela estava sentada no triciclo e eu empurrando. Só que, no que eu fui puxar o carrinho, que eu vi o caminhão voltando, não consegui empurrar o carrinho. Eu tentei segurar o caminhão, mas ele voltou com muita força e me derrubou no chão. A primeira coisa que eu fiz foi pegar minha filha”. “Eu a peguei nos braços, ela estava com a cabecinha já ‘esmagalhada’, mas estava viva e olhou para mim com aquele olhar pedindo socorro”, relembrou a mãe, chorando. Assista:

O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (18), na Avenida Contorno, no Setor São Judas Tadeu. Câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo desce de ré e atinge as vítimas (assista acima). Adriene voltava do supermercado com Isabela, a filha mais velha dela, além de um sobrinho.

A irmã dela, a doméstica Marcilene Gomes, chegou minutos depois. Em depoimento à Polícia Civil, o serralheiro Paulo Henrique do Prado, de 36 anos, que o câmbio quebrou e perdeu o freio enquanto trafegava. E que, ao notar que o veículo seguia de ré, ele tentou alertar aos populares que tinha perdido o controle da direção. Ele afirmou que fugiu do local por medo, alegando que estava acompanhado do filho, que era criança.

No entanto, a mãe de Isabela reclama do fato do motorista não ter prestado socorro. “O meu desespero era para pedir ajuda. Ele [motorista] não fez nada, só olhou ela nos meus braços e correu. Recordo de tudo. Eu lembro que na hora que ele saiu do caminhão me viu com minha filha nos braços, ele saiu correndo. O rapaz que estava com ele tinha barba, forte, não era filho dele”. “Quero justiça, porque não tem condições de alguém dividir um caminhão naquela situação. A gente vai lutar. A força que eu tenho é de lutar por ela”, disse. O caso é investigado pela Delegacia de Investigações de Crimes de Trânsito (Dict), que deve ouvir, além de Adriene e a irmã dela, testemunhas que estavam no local do acidente.

Depoimento do motorista

Paulo Henrique do Prado prestou depoimento na terça-feira (19), na Dict, no Setor Pedro Ludovico. De acordo com a delegada Maira Bicalho, o homem alegou que, ao notar o problema no veículo, viu que se descesse em linha reta atingiria várias casas. Então, decidiu esterçar o veículo. Assim que o fez, viu o grupo caminhando e tentou avisá-los. Prado explicou que logo após o acidente pediu ao filho, que o acompanhava, que fosse atrás de um telefone para comunicar o fato a familiares. Ele conta que deixou o local com medo da reação das pessoas.

“Ele afirmou ‘Várias pessoas falaram: Sai daqui, as coisas vão complicar para você’. Ele se desesperou e saiu em busca do filho, que estava na porta de uma residência. Ele pediu ajuda para um rapaz em uma caminhonete e, juntamente com o filho, deixou o local”, relata a delegada. O serralheiro explicou que comprou o veículo há cerca de 6 anos e o usa para pequenos fretes e carregamento de entulho. Ele alegou que, apesar de ser velho, o veículo passa por avaliação quase que diariamente e não tinha percebido o problema. A delegada afirmou em entrevista à TV Anhanguera, que o serralheiro deveria ter esperado o socorro no local do acidente. A Polícia Civil pediu a perícia no veículo e deve ouvir testemunhas. O motorista pode ser indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. “Se for comprovado que houve falta de manutenção, ele pode responder por homicídio culposo”, afirmou a delegada. As informações são da TV Anhanguera.

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