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Itambé: Com recurso em caixa, equipe do Samu está há dois meses sem receber salários

O que está acontecendo com a prefeitura de Itambé? Essa é a pergunta que se ouve nos quatros cantos da cidade e nenhuma resposta é dada à comunidade.

Não há uma secretaria funcionando sem que haja queixas relativos a salários e perdas de vantagens adquiridas no âmbito municipal e direitos adquiridas por meio do âmbito Federal.

Quem vê o Samu, através dos excelentes profissionais salvando vidas e, também, arriscando suas próprias vidas em atendimentos em áreas e situações de risco, não imagina o que eles estão passando.

O Samu 192

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192 tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter ocorrido alguma situação de urgência ou emergência de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras, que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo a morte.  Trata-se de um serviço pré-hospitalar, que visa conectar as vítimas aos recursos que elas necessitam e com a maior brevidade possível.

O SAMU, que funciona 24 horas por dia, realiza os atendimentos em qualquer lugar: residências, locais de trabalho, vias públicas, área rural etc. O programa conta com equipes que reúne médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e condutores socorristas. O custeio dos salários dos profissionais e outros gastos com a manutenção do serviço são mantidos pelo governo, através de lançamentos mensais de R$ 21.919,00 na conta da prefeitura. O dinheiro é depositado sem interrupção, mês a mês e, até setembro, a prefeitura já recebeu R$ 197.271,00.

Sem querer cumprir as obrigações com o programa, a prefeitura está sacrificando toda equipe. Sem reconhecer o valor do significado “Salvar vidas”, o prefeito cortou direitos adquiridos da equipe, que eram mantidos pela prefeitura há muito tempo, como “Adicional de Periculosidade”, além de diminuir o adicional de insalubridade.

O adicional de periculosidade é um valor devido ao empregado exposto a atividades periculosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. São consideradas atividades ou operações perigosas, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a inflamáveis, explosivos ou energia elétrica, roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial.

Os funcionários do SAMU têm direito a este direito por trabalharem com pessoas doentes e familiares em estado de nervosismo, além de áreas de risco.

Para completar a insatisfação da equipe do Samu – não se sabe por que, a prefeitura, através da Secretaria de Saúde, está atrasando os salários de toda equipe. São dois meses sem nenhum centavo na conta. Segundo informações, o salário do mês de julho foi pago só em setembro. Na gestão anterior, o salário líquido pago era de R$ 1.390,00 mesmo sem reajuste. Ainda segundo informações, hoje os socorristas recebem R$ 1.090,00. Um retrocesso à categoria, que além de terem sua carga horária aumentada, não conta mais com água para beber e janta nos plantões.

Os problemas do Samu vão mais além do que a questão salarial e alimentar. Alguns equipamentos que salvam vidas estão fora de uso por falta de manutenção, acessórios e instrumentos importantes. É o caso do desfibrilador, que já salvou várias vidas em procedimentos de ataques cardíacos. O equipamento está sem uso por falta das pás, de uso adulto.

O prefeito Eduardo Gama se reuniu com a equipe do Samu, nesta quarta-feira (04) e ouviu as queixas. Segundo informações, referente a manutenção dos equipamentos, o gestor garantiu que serão resolvidos. Já na questão salarial, vai continuar como está.

Com a palavra, a prefeitura:

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