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Bahia: Com duas paradas cardíacas, idoso morre na UPA, após oito dias esperando transferência

Um idoso de 69 anos morreu na quarta-feira (28), em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador, após oito dias de espera por transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva. Benício Pereira Ribeiro teve duas paradas cardíacas e foi socorrido, no dia 21 de fevereiro, para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) vizinha ao Hospital Clériston Andrade, também em Feira de Santana. Entretanto, não resistiu à espera pela vaga em um hospital. Assista à reportagem:

O idoso foi enterrado nesta quinta-feira (1º), em Feira de Santana. “Eu quero justiça. Eu quero que outras pessoas não passem o que eu passei. Foi muito doloroso viver oito dias dentro de uma UPA, implorando por socorro e as pessoas olharem para você e dizer que não tem vaga”, disse Rosimeire Araújo, filha do idoso.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou que tem recebido muitas queixas de pacientes que não conseguem regulação. “Nós temos um inquérito civil, tendente a apuração de fatos relativos à regulação, ao procedimento regulatório no âmbito da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Como também temos ações judiciais já propostas, a exemplo da ação judicial que pugna por uma obrigação do Estado na ampliação de leitos hospitalares, que vai ter um efeito direto na regulação”, disse o promotor Audo Rodrigues.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou, que tem investido na melhoria do atendimento a pacientes ao implantar 1.150 leitos em toda a Bahia entre os anos 2015 e 2018, e que com isso, a central de regulação está podendo atender com mais agilidade as solicitações.

Disse ainda que a Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana assumiu o compromisso de regular os pacientes através da central estadual de regulação a partir de primeiro de janeiro deste ano, para dar mais agilidade ao processo de regulação.

Já a Secretaria Municipal de Saúde disse, também em nota, que a gestão de vagas nas unidades de saúde da rede estadual é da responsabilidade do estado, e que tem sempre regulado os pacientes da rede municipal quando há vagas nas unidades estaduais. // G1

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