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Polícia elucida o assassinato da menina Vitória Gabrielly e prende casal pelo crime

Cães farejadores ajudaram a Polícia Civil a considerar esclarecido o assassinato da menina Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, que desapareceu no último dia 8 de junho, depois de sair de casa para andar de patins, em Araçariguama, interior de São Paulo.

Segundo a polícia, a garota foi assassinada pelo casal Bruno Marcel de Oliveira, de 33 anos, e Mayara Borges de Abrantes, de 24 anos, presos na manhã desta sexta-feira, 29, em Mairinque, na mesma região. “As diligências empregadas com cães farejadores, treinados para situações como as aqui tratadas, identificaram a presença de Bruno no local em que o corpo da vítima foi localizado”, afirmou a polícia no pedido de prisão temporária do casal.

Burno e Mayara já tinham sido apontados como autores do crime pelo servente de pedreiro Julio César Lima Ergesse, que também está preso. A polícia acredita que ele ajudou o casal a matar Vitória, por isso ele também foi indiciado por homicídio doloso, juntamente com o casal.

Na manhã desta sexta-feira, a polícia levou os cães à casa de Bruno, em Mairinque, para a coleta de novas provas. De acordo com o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, Bruno e Mayara negam o crime, mas, em seus depoimentos, entraram em contradição diversas vezes.

No pedido, a polícia afirmou ser necessária a prisão temporária “para se resguardar o sucesso das investigações, pois é imprescindível e urgente o esclarecimento dos fatos, até diante das novas evidências surgidas” e “diante do clamor popular que o caso alcançou”. A prisão foi decretada pela Justiça pelo prazo de 30 dias.

O caso

Vitória saiu de casa, no dia 8 de junho, para andar de patins e não voltou mais. A cidade de 17 mil habitantes se mobilizou nas buscas pela garota. O corpo foi encontrado oito dias depois, numa mata à margem da Estrada de Aparecidinha. Os patins foram achados ao lado do corpo.

A perícia mostrou que Vitória foi morta de forma violenta, por estrangulamento. Marcas nos braços e pernas revelaram que ela tentou se defender do agressor e teria sido amarrada. A Secretaria da Segurança Pública do Estado chegou a oferecer uma recompensa de até R$ 50 mil a quem desse informações concretas sobre a autoria do crime. // Com informações do Estadão Conteúdo.

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