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Absurdo: Mãe é suspeita de incitar filho deficiente de 2 anos a comer ração em vasilha de cachorro. VÍDEO

A Polícia Civil investiga mãe suspeita de incitar um menino deficiente de 2 anos a comer a ração do cachorro e registrar a cena, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. No vídeo, a mulher fala de maneira agressiva com a criança, que está deitada de bruços no chão, com o rosto dentro da vasilha do animal. Além dela, uma tia-avó materna da criança também teria participado das agressões.

No vídeo, as mulheres pedem para que o cachorro da casa se afaste e riem do garoto. Durante a gravação, elas chamam a criança pelo nome do cão e usam um “filho” ou “2” em seguida.

Mãe: “Ei, menino, você não vai almoçar, não?”

O caso foi denunciado pela avó paterna nesta quarta-feira (4). Em depoimento, ela afirma que o garoto tem insuficiência múltipla e mora com a mãe e a tia-avó. Aos fins de semana, o menino fica com a avó paterna, que disse já ter recebido a criança com alguns machucados e que sempre “tira a história a limpo”.

A avó paterna contou ainda que estava vendo televisão quando o celular tocou e ela percebeu ter recebido uma mensagem da tia-avó do neto.

“A mesma lhe enviou um vídeo contendo imagens da vítima se ‘rastejando’ no chão para comer na vasilha de ração dos cachorros da casa da suposta autora, onde a mesma grita no vídeo: ‘[Nome do cachorro] filho, você não vai almoçar, não?”, diz o depoimento.

Em seguida, a avó paterna diz ter recebido uma mensagem com o texto “vem fazer almoço para mim vovó! Estou tendo que improvisar um lanchinho”. A mulher conta ter ido buscar a criança de imediato. Depois, a mãe da criança foi à casa dela e ambas discutiram por causa do vídeo. Veja um pequeno trecho do vídeo:

Investigação

O delegado Vicente Gravina afirmou ao G1 que mãe e tia-avó podem responder por constrangimento de crianças e adolescentes. Ninguém foi preso, porque, segundo o policial, não houve flagrante.

O artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente diz que submeter criança e adolescente, sob autoridade, guarda ou vigilância dos pais ou responsáveis, a vexame ou a constrangimento prevê pena de detenção de 6 meses a 2 anos.

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