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Ex-vereador vira réu por nomear 22 funcionários fantasmas

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Na campanha dele, a proposta era promover a renovação política e aproximar as categorias dos trabalhadores ao poder público. No entanto, ele promoveu um desvio milionário aos cofres públicos.

A Justiça aceitou a denúncia contra o ex-vereador do Rio de Janeiro Márcio Garcia, que virou réu no processo que investiga a nomeação de 22 funcionários fantasmas para o gabinete dele. O esquema, segundo reportagem da GloboNews, teria causado um prejuízo em torno de R$ 1,6 milhão aos cofres públicos.

Márcio foi eleito como vereador em 2012, pelo PR, e ficou no cargo de 2013 a 2016. Na campanha dele, a proposta era promover a renovação política e aproximar as categorias dos trabalhadores ao poder público. No entanto, ele promoveu um desvio milionário aos cofres públicos.

“O denunciado e então vereador Marcio Garcia (1º), além de exercer o mandato legislativo municipal, sendo responsável pela composição de seu gabinete parlamentar na Câmara Municipal, nomeando e exonerando servidores públicos, também exerceu a liderança da organização criminosa, fazendo do seu mandato legislativo a principal forma de enriquecimento ilícito, mantendo relações mais estreitas com os colegas de farda, precisamente os 2º, 3º, 4º, 5º e 6º denunciados: Alexandre Gomes Marias, Alexandre Salvador de Azevedo, Adin Reginaldo Noronha Filho, Adhemar de Queiroz Balthar Junior, Wallace Rodrigues Chaves”, afirmou o promotor Cláudio Calo.

Segundo o MP do Rio, Márcio Garcia nomeou para o gabinete dele 22 funcionários fantasmas, que eram parentes ou amigos dos companheiros de corporação dos cinco bombeiros militares, companheiros do vereador.

A denúncia aponta que, depois de receber os salários, os funcionários fantasmas sacavam o dinheiro no banco e devolviam 90% aos denunciados. Márcio Garcia tentou se reeleger em 2016, mas não conseguiu. Agora ele é réu pelos crimes de peculato, concussão, organização criminosa e falsidade ideológica.

Os outros cinco bombeiros envolvidos no esquema também são acusados, além de mais 14 pessoas – parentes e amigos dos militares.

Fonte: Notícias ao Minuto

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