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Justiça decreta 2ª prisão preventiva de ex-prefeito de Santo Amaro, alvo de operação da PF

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A Justiça determinou a prisão preventiva do ex-prefeito da cidade de Santo Amaro, no recôncavo da Bahia, Ricardo Machado (PT), pela segunda vez em três meses. A decisão é um desdobramento da Operação Adsumus, que investiga o desvio de mais de R$ 20 milhões dos cofres públicos.

O ex-prefeito está preso desde maio deste ano, no Complexo da Mata Escura, em Salvador. Ricardo Machado teve mandado cumprido dentro da unidade.

De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (9) pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a prisão do ex-prefeito foi decretada na última quarta (8), junto com a de dois empresários que também são suspeitos de participar do esquema.

Segundo o TJ, o empresário Manoel Andrade, que também está no Complexo da Mata Escura, teve mandado cumprido na unidade. Já o empresário Jonas Lopes foi preso na manhã desta quinta-feira e foi levado para o complexo penal.

Antes da prisão em maio, o ex-prefeito Ricardo Machado já havia sido preso temporariamente, em dezembro do ano passado, mas foi solto sete dias depois, após habeas corpus.

Ricardo Machado foi um dos alvos da Operação Adsumus, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) no ano passado. Ele é suspeito de fazer parte de um esquema que desviou mais de R$ 20 milhões, entre os anos de 2013 e 2016, quando era gestor da prefeitura.

A ação da PF teve como objetivo reprimir delitos contra a administração pública, lavagem de dinheiro, licitações e contratos fraudulentos tanto na prefeitura de Santo Amaro, quanto na de Muritiba, também no recôncavo.

Operação

Ricardo Machado foi alvo de um dos oito mandados de condução coercitiva da 5ª fase da Operação Adsumus, em julho do ano passado. Na época, ele se apresentou na sede da Polícia Federal (PF), e optou por exercer o direito ao silêncio em todas as perguntas feitas pela polícia e pelos promotores de Justiça. Ele foi preso na 6ª fase da operação.

Além de Ricardo Machado, outros integrantes do alto escalão da antiga gestão, que ficou à frente do executivo municipal durante oito anos, foram alvo da PF e MP. Por conta dos desvios, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 38 milhões de todos os envolvidos, valor que engloba dinheiro, imóveis e veículos.

A investigação apurou que o esquema ilícito funcionava por meio de três núcleos empresariais que recebiam da prefeitura de Santo Amaro valores para realizar obras públicas, fornecer material de construção e alugar maquinário. Entretanto, a PF diz que foi constatado que parte das obras contratadas era realizada por servidores da própria prefeitura, que assim absorviam parte dos custos e possibilitavam o desvio do dinheiro.

Também foi constatada nas investigações, para além das empresas responsáveis por obras, a participação de empresários de postos de gasolina e da área de entretenimento no esquema. Inclusive, segundo o MP-BA, a atual fase da Operação Adsumus partiu da delação premiada de um desses empresários.

Os envolvidos respondem por crimes de fraude de licitações, superfaturamento, desvios de valores, pagamento de propina em corrupções ativa e passiva, participação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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