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Pai e filho mortos a tiros dentro de casa são enterrados sob forte comoção e protesto em Itabuna

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Amigos do adolescente de 15 anos fizeram caminhada contra a morte do garoto, que não tinha envolvimento com crimes. Pai era investigado por tráfico e já tinha sido preso por homicídio…

Os enterros de Adeílto Cardoso Santos, de 39 anos, e do filho dele, Alan Oliveira dos Santos, de 15 anos, foram marcados por grande comoção e protestos, na sexta-feira (14), na cidade de Itabuna, no sul da Bahia.

Os dois foram mortos depois que a casa onde moravam foi invadida por criminosos armados, na madrugada da quinta-feira (13). As vítimas dormiam no momento do ataque e foram surpreendidos a tiros.

Conforme a polícia, Adeílto Cardoso, que era cadeirante, era o alvo dos bandidos. Alan foi morto porque estava em casa no momento do ataque.

O homem era investigado por tráfico de drogas na região e já tinha sido preso, em 2011, por homicídio. Já o adolescente não tinha nenhum envolvimento com crimes.

Alan era integrante de uma igreja evangélica e participava do projeto afro Encantarte, em Itabuna. Após a morte do adolescente, o grupo divulgou uma nota de pesar.

No comunicado, o projeto informou que Alan era um dos alunos mais educados e que o garoto se destacava nas aulas de dança e percussão. Ainda na nota, o projeto afirmou que a sociedade estava perdendo “um jovem honrado, sonhador, brilhante e digno de todo respeito”.

Durante o velório e enterro do menino, em Itabuna, amigos, familiares e integrantes de projetos sociais da cidade fizeram uma caminhada para pedir paz.

Integrantes da igreja e do projeto que Alan participava falaram sobre a convivência com ele. Uma das professoras do menino contou que em um ano o garoto conquistou todos os colegas.

“Era uma das pessoas mais educadas e mais honestas que eu já conheci na minha vida. Tem um ano que Alan entrou no projeto e ele já contagiou todo mundo dentro do grupo, pelo jeito dele ser”, contou Tâmela França.

Já a diretora do Grupo Desbravadores, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que coordenava as atividades de Alan na congregação, falou sobre a dedicação dele.

“Eu, como diretora, é como se tivesse perdido um filho. Porque Alan, aos poucos, conquistou cada um de nós. Era um menino muito dedicado em tudo que ele fazia. Um menino abençoado por Deus”, disse Juliana Oliveira.

O caso está sob investigação da Polícia Civil. Ainda não há informações sobre a identidade dos criminosos.

G1

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