Início Brasil Pastor trancava mulheres em “quarto do castigo” com cobras para torturá-las por indisciplina

Pastor trancava mulheres em “quarto do castigo” com cobras para torturá-las por indisciplina

Por Reginaldo Spínola

 

Um grupo formado por nove mulheres e três adolescentes registraram uma denúncia de maus tratos contra um pastor evangélico, que administra uma casa de acolhimento para dependentes de drogas, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. A polícia começou a investigação, depois que a mãe de uma das garotas registrou a primeira queixa.

As garotas, que fazem parte do abrigo, chegaram à delegacia em uma van da prefeitura da cidade, após serem retiradas da casa de acolhida por funcionários do governo municipal.

O espaço administrado pelo pastor de 41 anos, Edson Alberto Queiróz da Silva (pastor Eddy de Jesus) recebe mulheres e adolescentes dependentes de drogas. Quando os fiscais chegaram à casa para apurar as denúncias, constataram que o espaço não tinha a documentação necessária e nem condições de higiene para funcionar.

O pastor é acusado de cometer violência física e psicológica contra as mulheres e crianças acolhidas pela casa foi preso nesta quarta-feira (16). De acordo a delegada Natasha Dolci, titular da delegacia do Cabo de Santo Agostinho, ele trancava as integrantes dentro de um “quarto do castigo”, com duas cobras, na tentativa de tortura-las por indisciplina. Uma delas passou três dias em cárcere privado sem alimentação. A delegada contou ainda que o pastor espancava as mulheres com mangueira, esfregava roupas íntimas nos rostos delas, e, em algumas situações, as algemava.

Uma outra investigação a polícia descobriu que ele mantinha relações sexuais com uma adolescente de 17 anos, que está grávida de quatro meses. Em defesa, o pastor disse que ela não era participante do projeto, e que a relação sempre foi consentida.

O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Cabo informou que a atitude de denunciar o homem pelos maus tratos partiu da mãe de uma adolescente acolhida pela casa. Segundo o Conselho Tutelar, as menores de idade foram encaminhadas para outra instituição na cidade e as mulheres para casa de parentes.

JC Online

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