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Dono de pizzaria e colecionador de armas é suspeito de matar morador de rua

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O empresário Marcelo Pereira de Aguiar, 36 anos, teve prisão provisória decretada pela Justiça de São Paulo pela morte do morador de rua Sebastião Lopes, 40, no último dia 11, em Santo André. Ele está foragido.

Marcelo é dono, dentre outros, de uma pizzaria na Vila Assunção, na cidade do ABC paulista. A polícia diz que o suspeito é comunicativo, tem muitos amigos e era frequentador habitual de bares da cidade. Ainda não foi identificado o motorista que dirigia o carro de luxo usado por Marcelo para chegar ao local do crime.

Em coletiva nesta terça, a delegada Roberta Aidar afirmou que a polícia acredita que a motivação do crime foi o fato de Marcelo não gostar de Sebastião dormir em uma casa abandonada a 50 metros de sua pizzaria. O morador de rua pedia dinheiro aos clientes, o que irritava o empresário.

“Houve alguma animosidade entre eles, não sabemos exatamente que tipo de animosidade. Nós apuramos que Marcelo não gostava que o morador de rua dormisse nessa obra abandonada, a cinquenta metros da pizzaria. E que eles já tinham discutido porque Sebastião costumava pedir dinheiro aos clientes que estacionavam na rua. Foi bem covardemente que aconteceu”, explica.

No apartamento do suspeito, a polícia achou duas armas de grosso calibre – acredita-se que ele era colecionador de armas. Em março, ele chegou a ser preso por porte ilegal de arma de fogo, quando abordava pessoas fingindo ser policial federal.

Viúva de Sebastião, Dalva de Araújo Costa, 52, contou ao G1 que os dois conheciam os funcionários da pizzaria, que os tratavam bem. “Nós conhecíamos eles. A gente passava lá na frente, eles davam pizza para nós, a gente sentava lá… Teve um dia que esperamos a chuva passar lá do lado de fora… Eu não acredito que tenha sido eles não. Não, eles não. Um (deles) era do Ceará, chamava ele de Ceará”, diz.

Ela viu as imagens das câmeras de segurança que gravaram quando o carro chega na rua, o assassino desce e atira contra Sebastião. Não conheceu o atirador. “Eu estou daquele jeito. Revoltada, entendeu, com o que fizeram. Ele sempre foi legal, brincalhão. Não tinha briga com ninguém, nunca vi ele brigar com ninguém. O que ele fazia era brincar com os outros na rua, diziam que ele era primo do Tiririca porque sempre zoava o pessoal”.

A polícia acredita que um terceiro homem também podia estar no carro no momento do crime. As investigações continuam.

Correio

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