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Irmã Dulce, o “Anjo Bom da Bahia”

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Foi grande a comoção com a notícia da Canonização de irmã Dulce, “o anjo bom da Bahia”; e não poderia ser diferente! Afinal, é a nossa primeira santa Brasileira: mulher, nordestina, simples, ousada, baiana, religiosa, decidida, guerreira, exemplo de amor para com o próximo, etc.

Lembremos que as virtudes de irmã Dulce são reconhecidas pela sua capacidade de amar o próximo, de modo especial os mais pobres! Em sua vida não encontramos nada de extraordinário, de milagreiro, viveu na simplicidade; no ordinário da vida, da vocação e missão ela encontrou o amor: Deus!

Ela viveu na prática o mandamento do amor: Em suas decisões e práticas de vida estava sempre o pobre, o marginalizado, o esquecido, o abandonado, o Evangelho. Seu amor pelo ser humano foi tão grande que ela não só acolheu o pobre, mas se fez pobre com e para os pobres…

O decreto do papa, acolhendo o pedido de canonização de irmã Dulce, teria que ser nesse período da história em que estamos vivendo. Ela é uma santa do tempos atuais! Modelo para nossa Igreja, de modo especial, para nós brasileiros. Ela revela o rosto misericordioso de Deus. O nosso tempo tem necessidade de referenciais, pessoas simples, homens e mulheres normais, livres, que tenham vivido no meio do povo, acolhido o dom de Deus nos mais pobres e apostado tudo no Dom da Vida!

Muitos são os desafios em nossos dias:

• A busca por uma religião do espetáculo, do milagre, dos sinais, de uma fé sem compromisso;
• Aumento do individualismo, da violência, da descrença, da falta de amor, da insensibilidade para com a dor do outro;
• O forte crescimento do materialismo, a supervalorização do lucro, do ter, do puder, em detrimento do ser;
• A intolerância religiosa que tem levado a morte, a falta de respeito com o diferente, para com a austeridade;
• O descaso para com as lutas sociais; retirada dos direitos já conquistados e garantidos na constituição, criminalização de tudo que diz respeito a pobres;
• A exaltação dos “ídolos”, das ideologias, dos partidarismos, da fragmentação;

Quando a Igreja,vem publicamente, canonizar uma pessoa que é exemplo de amor e compromisso para com os mais pobres, como foi irmã Dulce, ela nos ajuda a entender que a vivência do Evangelho passa necessariamente pela dinâmica do serviço aos mais necessitados. Essa atitude acaba sendo um gesto profético nos tempos em que vivemos.
Olhando para a pessoa e vida de irmã Dulce, o que ela faria se estivesse vivendo em nossos tempos? Qual seria sua posição diante dos sinais de morte que envolve os mais pobres e abandonado?

A exemplo dela,

• precisamos viver intensamente o Evangelho dos pobres;
• trilhar constantemente a peregrinação do amor e da solidariedade;
• valorizar as pequenas iniciativas de combate à fome, ao preconceito, ao desemprego, a violência;
• viver uma fé enraizada no amor e na solidariedade;
• ter atitudes de libertação e de esperança;
• deixar o comodismo e trabalhar pelo Reino de amor e de paz;
• perceber a presença de Deus nas pequenas coisas, no ordinário do dia-a-dia;
• viver a nossa fé sem condenar as demais expressões religiosas;
• acolher a pessoa humana sem preconceito, julgamento e interesses;
• evitar todo tipo de manobra que possa tirar a dignidade da pessoa;
• evitar os fundamentalismos, radicalismos, e a fragmentação da vida;

Dulce dos pobres, rogai por nós!!!

Por Padre Alessandro Mendonça Nonato,SDV

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