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Ícone da bossa nova, baiano João Gilberto morre aos 88 anos

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O cantor baiano João Gilberto, ícone da bossa nova, morreu neste sábado (6) aos 88 anos. Ele deixa três filhos, João Marcelo, Bebel e Luisa. A causa da morte não é conhecida.

João Gilberto tinha problemas de saúde e estava no meio de uma disputa entre os filhos por sua tutela. Em 2017, ele foi interditado judicialmente pela filha, Bebel Gilberto, por conta dessa disputa.

O cantor se apresentou em Salvador pela última vez em 2008, no Teatro Castro Alves (TCA). Os ingressos se esgotaram em apenas 40 minutos. Foi o primeiro show dele na capital baiana depois de 10 anos. Ele se atrasou cerca de 1h10 antes de entrar no palco. Ele começou com “Você Já Foi à Bahia”, sucesso de Dorival Caymmi. Leia a crítica de Hagamenon Brito no CORREIO à época.

Vida pela música

João Gilberto Prado Pereira de Oliveira nasceu em 10 de junho de 1931 em Juazeiro. Filho do comerciante Joviniano Domingos de Oliveira e de Martinha do Prado Pereira de Oliveira, ele viveu na cidade baiana até 1942, quando foi estudar em Aracaju. Voltou quatro anos depois. Desde pequeno, participava da banda da escola e tinha contato com música em casa. O pai tocava cavaquinho e saxofone. Na infância, ouviu muito Orlando Silva, Caymmi e Carmen Miranda.

Ganhou do pai o primeiro violão, aos 14 anos. Na cidade natal, formou seu primeiro conjunto vocal, batizado de Enamorados do Ritmo. Em 1947, se mudou para Salvador, onde viveu por três anos e decidiu deixar os estudos para se dedicar totalmente à música.

Em 1950, foi para o Rio de Janeiro ao receber um convite para participar do grupo vocal Garotos da Lua. O conjunto gravou dois discos de 78 rpm e ganhou destaques nas rádios locais. João deixou o grupo por conta de incompatibilidades e problemas com atrasos. Gravou em 1952 um disco solo para a gravadora Copacabana – sem violão.

João concluiu em 1961 a trilogia considerada fundamental para a Bossa Nova: “Chega de saudade” (1959), “O amor, o sorriso e a flor” (1960) e “João Gilberto”.

O trabalho dele também foi objeto de briga na justiça. A defesa do cantor pedia uma revisão no valor de uma indenização da gravadora EMI Records, hoje controlada pela Universal Music. Em 2015, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a empresa de vender os discos do artista sem seu consentimento. A Universal não comenta o caso.

As informações são do Correio

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