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MPF denuncia prefeito e ex-prefeito de Caetité por fraude em licitações de contratos que passam de R$ 14 milhões

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O MPF detalhou que o valor dos contratos foi dividido entre as empresas JK Tech, que recebeu R$ 8.909.967,42 e a Fernandes, que recebeu R$ 5.393.447,73.

Apesar das 28 fraudes, as ações do MPF se resumem a apenas cinco licitações, referentes a recursos do Fundo de Manutenção Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O restante do caso está com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), porque não envolve recursos federais.

Entre as irregularidades encontradas pelo MPF estão o ajuste prévio entre o empresário e a administração, restrição de competitividade, ausência de publicidade das licitações, recebimento de propostas com formatação idêntica, representantes de empresas ausentes mas que “assinaram” os documentos, empresas que vencem a licitação sem atender aos critérios do edital e até a cobrança abusiva de R$100 como taxa para obter o edital.

Empresa de fachada

O MPF informou ainda que os sócios a quem pertence o contrato social da JK Tech – empresa que venceu de quatro das cinco licitações – eram um recreador contratado pela prefeitura e um agricultor familiar, ambos com vencimentos que não superam um salário mínimo. Segundo o MPF, eles eram usados como “laranjas”.

Além disso, no endereço da JK Tech que constava em contrato social existia um centro espírita. As investigações do MPF apuraram que as empresas não possuem mão de obra capacitada, nem infraestrutura para realizar os serviços descritos nos contratos sociais e solicitados nos editais das licitações.

Entre os exemplos citados pelo MPF, embora a JK Tech afirmasse que presta serviços de locação de máquinas pesadas e automóveis, a suposta apenas possuía apenas uma motocicleta Honda/NXR 125, ano 2013.

Agora, o MPF aguarda que a Justiça Federal analise a denúncia e decida pelo seu recebimento, para que seja instaurada a ação penal. Com a instauração, os denunciados passarão a ser réus e podem ser condenados no seguimento do processo.

Envolvidos

Aldo Ricardo Cardoso – atual prefeito da cidade de Caetité. Na época dos crimes, era secretário de Administração e fazia licitações, principalmente convites, estipulando unilateral e arbitrariamente um preço inicial sem pesquisa;

José Barreira de Alencar Filho – prefeito da cidade de Caetité na época dos crimes. Direcionou os resultados das licitações, assegurando o favorecimento;

Josmar Fernandes dos Santos – empresário. Controlava suposta empresa de fachada que ganhava as licitações;

Júlio César Cotrim – empresário. Controlava suposta empresa de fachada que integraram parte das licitações, apenas para compor o processo fraudado e favorecer Josmar;

Rubiamara Gomes de Souza – agente pública. Conduziu dez dos 28 processos licitatórios fraudados;

Nilo Joaquim Azevedo – na época dos crimes era secretário de Serviços Públicos de Caetité. Deflagrou licitações sem pesquisa prévia de preços ou com pesquisas fraudulentas;

Outras quatro pessoas foram denunciadas pelo MPF, mas o órgão não detalhou as participações dos envolvidos no esquema de fraude. O G1 tentou contato com a prefeitura de Caetité, mas não conseguiu falar.

Portal Lapa Oeste

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