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CONSEQUÊNCIAS DEVASTADORAS PROVOCADAS PELA COCAÍNA

Por Reginaldo Spínola

A cocaína pode
provocar hemorragias nasais. Os alimentos passam da boca para as narinas e
alguns outros efeitos desastrosos também podem ocorrer numa situação como essa
apresentada na imagem acima. O caso de um jovem americano de 25 anos vai além.
Ele foi para o hospital com um buraco no palato, um resultado da morte do
tecido causadas pelo consumo de cocaína. Se os efeitos agudos da cocaína já são
perigosos, os efeitos e consequências do uso continuado são letais. Suas
consequências são quase sempre desastrosas sobre a vida do usuário, promovendo
prejuízos em suas mais diversas áreas de funcionamento.

Depressão intensa
com risco de suicídio, desmotivação, sonolência, irritabilidade crônica, episódios
paroxísticos de ansiedade (ataques de pânico) e finalmente psicose paranoide (O
indivíduo tem certeza que está sendo perseguido, mesmo confrontado com a
inexistência de indícios reais) são os efeitos psíquicos mais observados na
utilização crônica da droga. Se antes do uso o indivíduo já apresentar sintomas
depressivos, estes se tornam mais severos ainda, resultando ocasionalmente em
tentativas de suicídio.
Separação conjugal,
abandono de atividades ocupacionais (p.ex. perda de emprego), incapacidade de
cumprimento de obrigações sociais, dependência financeira ou engajamento em
atividades criminais são descritos por muitos usuários “crônicos”.
   Aos efeitos
crônicos associam-se os efeitos potencialmente letais da droga. O uso de
cocaína é a principal causa de infarto agudo de miocárdio em jovens (até 40
anos) nos EUA. A cocaína altera o ritmo elétrico cardíaco, produzindo
arritmias, que podem ser visualizadas no eletrocardiograma.
O aumento da
pressão arterial descrito contribui para a ocorrência de hemorragias
(sangramentos) em diversas partes do corpo, inclusive no cérebro,
possibilitando a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (conhecidos como
“derrame”). O aumento de temperatura corpórea pode atingir mais de
42º, provocando a morte por hipertermia. Doses maiores estão relacionadas com
parada respiratória.
Uma das
consequências mais importantes do consumo da cocaína é o surgimento de
convulsões. A cocaína é um potente facilitador da ocorrência de convulsões de
todos os tipos, principalmente tônico-clônicas (indistinguíveis daquelas da
epilepsia). Em animais de laboratório (geralmente ratos e macacos)
“tratados” com cocaína, observamos mortes por convulsões
(acompanhados de inanição e exaustão) após 17 dias de consumo da droga.
Fonte: http://cajueironoticias.blogspot.com.br
PARCEIRO DO ITAMBEAGORA 

Itambeagora@gmail.com

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