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Rodas de micro-ônibus soltam e atingem para-brisa de carro; motorista sai ileso

Por Reginaldo Spínola
O engenheiro eletricista Nilton
Yamane Barros, de 37 anos, ainda custa a acreditar que sobreviveu após ter o
para-brisa do carro que dirigia atingido em cheio por pneus que se soltaram de
um micro-ônibus na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de
Salvador. O acidente aconteceu na manhã deste sábado (25), na BA-099, conhecida
como Estrada do Coco, enquanto ele seguia sozinho para a casa dos pais, que
moram no município de Camaçari, a cerca de 20 quilômetros depois do local da
colisão.
Como faz todos os sábados, Nilton
saiu da casa onde mora, em Salvador, bem cedo, por volta das 7h da manhã, para
visitar os parentes. Antes de pegar a estrada, deixou a filha de 13 anos em um
colégio no bairro Patamares, em Salvador, para fazer uma prova. “Eu estava
dirigindo e o trânsito estava tranquilo. De repente, vi os pneus voando
desgovernados na minha direção e nem tive reação. Quando pensei em desviar, já
era tarde e os pneus jás tinham entrado no para-brisa. Foi questão de segundos.
É difícil acreditar porque nunca imaginei que uma coisa dessa pudesse
acontecer”, disse o engenheiro, em contato com o G1.
O micro-ônibus que perdeu os
pneus traseiros faz a linha Vila de Abrantes (Camaçari)/Feira de Itapuã
(Salvador) e trafegava no sentido oposto. Ainda não há informações sobre o que
teria causado o desprendimento dos pneus do eixo do veículo, que pertence à
Cooperlotação, uma cooperativa de transporte complementar regulamentada pela
Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e
Comunicações da Bahia (Agerba).
Motoristas que passavam pelo
local no momento do acidente ajudaram o engenheiro a sair do carro. Depois,
acionaram uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu).
Nilton não chegou a ser levado para o hospital. Após o choque, Nilton, que
andava a cerca de 40 quilômetros por hora, teve dificuldade para sair do carro
porque ficou com um dos dedos presos entre os pneus e o volante do veículo. Ele
sofreu escoriações por ter sido atingido por estilhaços do vidro dianteiro, que
foi destruído.
O engenheiro diz não acreditar
que a culpa pelo acidente seja do motorista do coletivo, que foi autuado após a
colisão pela Superintendência de Trânsito de Lauro de Freitas (Sutran). Ele e o
condutor do coletivo prestaram depoimento da delegacia de Lauro de Freitas. Um
inquérito vai apurar as causas do acidente. G1
Itambeagora@gmail.com

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