O racionamento de água na cidade de Vitória da Conquista, região sudoeste da Bahia, completou um ano na terça-feira (23). Desde 2012, esse é o terceiro e mais longo racionamento que a cidade enfrenta e ainda não há previsão de quando a situação será normalizada.
Com o racionamento, a cidade está dividida em dois grupos e os moradores de cada grupo recebem água três dias sim, e três dias não. Em algumas localidades, carros-pipa também fazem o abastecimento das residências.
A barragem de Água Fria II, que abastece a cidade está com 77% da capacidade. A situação é melhor que a registrada no início do racionamento, em maio de 2016, quando a barragem estava com 34% da capacidade devido à falta de chuvas.
Ainda assim, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) não fala em encerrar o racionamento. Isso porque a quantidade de água atualmente na barragem não seria suficiente para abastecer a cidade por muito tempo.
Quando anunciou, em 2016, que a cidade passaria pelo racionamento, a Embasa informou que seria o mais grave enfrentado pela cidade. A empresa também já havia dito que a quantidade de água ofertada seria menor e que o número de residências afetadas seria maior em relação às últimas vezes em que o procedimento foi aplicado. Desta vez, são 20 mil casas a mais do que em 2013, quando houve o último racionamento no município.
Enquanto o racionamento continua, os moradores precisam economizar água e usar somente o suficiente para atender as necessidades.
A adutora do Catulê está servindo como principal fonte de abastecimento para a população de Vitória da Conquista. Atualmente, representa 90% da oferta de água para os moradores da cidade, mas não é suficiente.
Para tentar amenizar os transtornos, a Embasa informou que está construindo a adutora do Rio Gaviãozinho, o que deve melhorar a situação. A solução definitiva, no entanto, seria a construção de uma nova barragem. Segundo a Embasa, a licitação para essa obra deverá ser lançada no dia 29 de maio. O prazo para a construção é de três anos. // G1
