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Falsos policiais civis são presos enquanto recebiam R$130 mil de uma vítima em BH

Por Reginaldo Spínola

Três falsos policiais civis foram presos, em flagrante, na noite desta quarta-feira (1º), enquanto recebiam R$130 mil de uma vítima que teria sido extorquida pelo trio, em Belo Horizonte.

A prisão foi no estacionamento de um supermercado, no bairro Nova Suíça, na Região Oeste da capital.

Segundo o delegado do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), Daniel Araújo, os homens, de 32, 38 e 48 anos, invadiam a casa das vítimas como se fossem policiais civil cumprindo mandado de busca e apreensão.

“Ao chegar na casa da vítima, eles furtavam bens e dinheiro e se apresentavam como policiais civis, durante a invasão eles mostravam distintivos falsos, relatórios de inteligência e mandados de prisão fraudados e, além disso, portavam falsas armas de fogo”, disse Araújo.

O delegado contou ainda que o trio pedia dinheiro para a vítima, alegando que após o pagamento não seria levada para a prisão.

Uma das três vítimas que já foram identificadas pela polícia, desconfiou da atitude dos suspeitos e procurou uma delegacia.

Os policiais acompanharam o homem até o local onde ele havia marcado com os suspeitos para passar cerca de R$130 mil. Quando eles chegaram, foram presos.

De acordo com o delegado, com os criminosos foram apreendidos R$10 mil, celulares, revólver falso e distintivos da Polícia Civil falsificados.

Daniel Araújo explicou que os homens escolhiam vítimas que tinham passagens pela polícia ou “problemas” na justiça.

“As vítimas identificadas, até o momento, tiveram envolvimento em crimes de BH ou no interior de Minas, mas não descartamos que outras pessoas, mesmo sem passagens pela polícia também foram alvos dos homens”, contou.

‘EXTENSA FICHA CRIMINAL’

Dois dos suspeitos que foram presos são considerados de “alta periculosidade” pela Polícia Civil e com “extensa ficha criminal”.

Um deles é um ex-cabo da Polícia Militar expulso da corporação em 2001. Sete anos depois, ele foi preso por tráfico de drogas e é e tido como “braço direito” de Roni Peixoto, considerado o maior traficante de Minas.

O segundo tem passagem pela polícia por duplo homicídio em um cidade do Norte de Minas. De acordo com o delegado, ele matou a namorada grávida e o chefe dela.

Ele cumpre pena de 24 anos e, no momento da prisão, usava tornozeleira eletrônica.

“O terceiro preso não tem outras passagens policiais, os dois citados são de alta periculosidade e com ficha criminal extensa. No momento da prisão, eles ficaram calados, depois assumiram os crimes”, explicou delegado Daniel Araújo.

Os homens podem responder por extorsão duplamente qualificada, furto qualificado, privação de liberdade da vítima, falsificação de documento público e uso de documento falso. Segundo a Polícia Civil, os três podem pegar mais de 30 anos de reclusão. // G1.Globo

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