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Mulheres que torturaram adolescente ocupam “banco dos réus” do “tribunal do crime”; a “sentença” foi uma sessão de espancamento

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Se a lei do crime para quem comete deslizes contra algum integrante da organização é impiedosa e cruel, essa mesma lei se aplica para os próprios membros de uma facção. Prova disso é o que aconteceu com as mulheres envolvidas num caso de tortura contra uma adolescente de apenas 12 anos.

A menina foi espancada e ainda teve pimenta colocada nas partes íntimas, numa área de mata, no bairro Jorge Amado, em Itabuna. As cenas chocantes de humilhação e crueldade foram filmadas pelas próprias criminosas e depois espalhadas nas redes sociais. O fato ganhou repercussão e gerou um misto de revolta e raiva entre os internautas que tiveram acesso às imagens.

Mas, talvez, o que as acusadas não sabiam é que essa história não havia acabado ali, com a vítima ultrajada, machucada e exposta, enquanto elas comemoravam e se exibiam como as “vingadoras”. A segunda parte desse “filme” ainda estava por vir. E o “episódio”, que bem poderia ganhar o título de a “Lei do Retorno”, também foi filmado e “lançado” no Whatsapp.

Briga comprada

Para entender melhor, uma das agressoras, a quem os internautas relataram se chamar “Renata”, durante as sessões de tortura à menor, a acusou de ter “ficado” com o marido dela e dizia em alto e bom som o nome do pivô da vingança: “Neguinho da Abelha”. A “cinegrafista”, por sua vez, faz sinal e diz “É tudo 2”.

Pronto. A briga estava comprada. Um novo “júri”, então, foi realizado, só que dessa vez, foram as criminosas que ocuparam o “banco dos réus”. Os “juízes”, integrantes de uma facção, julgaram e decretaram a “sentença”.

As acusadas foram espancadas por vários homens, dentro de uma casa, no mesmo bairro, o Jorge Amado. Um dos agressores bradava: “O que a facção tem a ver com isso?”, se referindo à vingança das mulheres. E na noite de ontem (29), o vídeo das mulheres sendo agredidas já viralizava nas redes sociais. Assista:

O assunto até pode ter se resolvido entre os criminosos, mas essa história só terá um ponto final quando as culpadas pelas cenas de abuso e tortura contra a menor forem presas e punidas. Só assim, a verdadeira Justiça será feita e servirá de exemplo para outros casos semelhantes a esse.

Crimes como o que vitimou essa garota de 12 anos não apenas deixou marcas em seu corpo. Muito mais que cicatrizes físicas, essa adolescente carregará para o resto da vida feridas em sua alma.

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